Disponibilidade de espaços nas cidades para aplicação das novas provas nas mesmas datas é o principal problema apontado pela universidade.
Há exatos 11 dias, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) decidiu cancelar a primeira fase do Vestibular 2022/2 e reaplicar a prova para todos os candidatos. O g1 procurou a instituição, que informou que não há previsão de quando a avaliação será refeita e que o novo edital ainda está em fase de elaboração.
A UFU também aponta que uma das grandes dificuldades para finalizar o edital está na "disponibilidade de espaços em sete cidades diferentes para as aplicações das novas provas nas mesmas datas".
No dia 24 de agosto, a UFU alegou que a queda de energia em dois locais de prova e indícios que apontaram fragilidade do processo foram considerados para a nova decisão, que foi cancelar o exame.
Queda de energia
A queda de energia foi registrada no dia 21 de agosto, por volta das 17h, no Campus Santa Mônica e na Escola Municipal Professor Domingos Pimentel de Ulhôa, cerca de quatro horas depois do início da aplicação do exame. O término da prova estava previsto para as 18h30.
Ao g1, candidatos relataram que tiveram que trocar de lugar em algumas salas para conseguir ver as questões. Muitos disseram que receberam informações divergentes sobre qual procedimento que seria adotado e quanto tempo eles ainda tinham para responder a prova.
Além disso, já ao anoitecer, fiscais chegaram a usar a lanterna do celular para ajudar os alunos a concluírem o exame em algumas salas de aplicação. Em outras, a orientação dos fiscais de prova foi diferente: a aplicação do exame foi interrompida ao anoitecer até que a energia fosse reestabelecida, o que só ocorreu 2 horas depois.
Com a situação, a UFU chegou a liberar para que somente os candidatos que haviam se sentindo prejudicados teriam a opção de realizar uma nova prova. Porém, voltou atrás e optou por cancelar toda a primeira fase.
O que disse a Cemig?
Procurada pela TV Integração no dia 22 de agosto, a Cemig apontou que atuou para reestabelecer o fornecimento de energia, mas que a luz demorou para voltar no Campus Santa Mônica devido ao acionamento do equipamento de proteção que atende a subestação interna da universidade.
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