Laboratório para sequenciamento genético identificou a cepa em 9,6% das 31 amostras de testes positivos de moradores de todas as regiões da cidade.
Foram confirmados mais casos da variante delta do coronavírus em Uberlândia, nesta quarta-feira (25). A informação foi dada pelo prefeito Odelmo Leão nas redes sociais e confirmada pela Prefeitura. As amostras de 31 testes positivos de moradores tinham sido enviadas para sequenciamento genético em um laboratório em Goiás, contratado na última sexta-feira (20) para avaliar, a princípio, até 100 exames.
Os testes foram realizados para a identificação de possíveis cepas em circulação no município. A variante delta foi encontrada em 9,6% das amostras, o que representa 2,97 amostras.
Na última segunda (23), o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) confirmou que 2 pacientes atendidos na unidade estavam com a cepa.
"A partir de agora, nós vamos para as sequências das próximas semanas para que nós possamos ter um balizamento real da evolução desta pandemia na nossa cidade", disse o prefeito.
Nenhuma medida diferente de controle da pandemia foi anunciada. No Diário Oficial do Município publicado nesta quarta, Uberlândia permaneceu mais uma semana na fase intermediária (amarela) do Plano Municipal de Funcionamento das Atividades Econômicas (PFAE).
Além disso, o Município ampliou novamente o horário de atendimento de diversas atividades econômicas. Na última semana, Uberlândia suspendeu o "toque de recolher" e flexibilizou o período de funcionamento de alguns estabelecimentos.
Amostras
O perfil de pacientes investigados é amplo, segundo o Município. As amostras são de pessoas com menos de 50 anos com a vacinação completa e em andamento, além de pessoas com mais de 50 anos com o ciclo vacinal completo. Todas internadas em UTIs da rede municipal de saúde.
A amostragem foi feita seguindo critérios técnicos, de forma a ser a mais completa possível. Os materiais enviados para análise são dos cinco distritos sanitários da cidade, de forma a representar os residentes atendidos em todas as regiões da cidade.
O período de coleta também foi específico. Foram escolhidas as semanas epidemiológicas 31 e 32 para a amostragem, que correspondem aos dias 1º a 14 de agosto. A escolha destas duas semanas se deu por ser o momento em que a cidade atingiu um número elevado na ocupação de leitos de UTI (224), e em que a taxa de transmissão, que era de 1,2, também era alta.
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