Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Felipe d'Avila (Novo), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB) participaram do debate desta quinta-feira (29).
Comentaristas do g1 e da GloboNews analisaram o desempenho dos candidatos à Presidência da República no debate da TV Globo, nesta quinta-feira (29). Participaram do debate Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Felipe d'Avila (Novo), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB).
Seguindo a lei eleitoral, foram convidados os candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional de, no mínimo, cinco parlamentares e sem impedimento na Justiça, seja eleitoral ou comum.
Este foi o último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (2). O debate foi transmitido simultaneamente pela TV Globo, g1, GloboNews e Globoplay.
Os colunistas do g1 e da GloboNews avaliaram que o debate foi marcado pelo clima tenso no primeiro bloco e pelo embate entre Lula e Padre Kelmon.
A jornalista da GloboNews Julia Duailibi avaliou o primeiro bloco do debate como o mais tenso. No entanto, para ela, o clima foi esfriando ao decorrer do programa.
"Eles foram caminhando para um debate mais de proposta. Os assessores estavam fazendo um monitoramento, inclusive um assessor do presidente Bolsonaro disse que era para parar de falar de corrupção e passar a falar de proposta, porque eles estavam acompanhando a demanda dos eleitores."Sobre o debate entre Lula e Kelmon, a jornalista disse que a campanha do ex-presidente desconfiava que o candidato do PTB faria uma dobradinha com Bolsonaro.
"Havia uma desconfiança de que esse candidato [Kelmon] estava atuando em dobradinha – e isso ficou evidente –, e que deveria ter uma cautela de Lula no trato com ele. Mas, no embate, o ex-presidente ficou visivelmente nervoso. Foi lido pela campanha, principalmente adversária, como algo ruim."
Gerson Camarotti
Para o comentarista Gerson Camarotti, o debate demonstrou que Padre Kelmon se apresentou como uma linha auxiliar de Bolsonaro, inclusive no momento em que o presidente teve a oportunidade de fazer uma pergunta para Lula, mas não o escolheu.
"Quando Bolsonaro tem a única chance de fazer um enfrentamento direto com Lula, não faz, e deixa o Padre Kelmon fazer a pergunta."Miriam Leitão
Para Miriam Leitão, o debate rendeu momentos positivos e negativos. Para ela, o primeiro confronto entre Ciro e Lula foi importante. Por outro lado, a jornalista acredita que a discussão entre Lula e Kelmon "foi o pior momento do debate".
"Foi um debate em que a legislação eleitoral obriga a ter uma pessoa que não tem nada a acrescentar e que conseguiu produzir confusão, que foi o Kelmon."Miriam Leitão também afirma que a candidata Simone Tebet conseguiu produzir bons momentos no debate.
"Acho que a Simone Tebet produziu momentos muito bons. Acho que teve troca entre a Simone e o Ciro, a Simone e o Lula, que foram boas para esclarecer o que se pensa nessa reta final."
Andréia Sadi
"Na minha avaliação, o presidente Bolsonaro cumpriu exatamente o que estávamos esperando. Ele adotou um tom mais bélico, adotou o estilo Bolsonaro raiz", avaliou a jornalista Andréia Sadi.
"Se a gente for observar a estratégia final de Bolsonaro nesse debate, que é o ato final da campanha, é voltar às origens, que é a agenda de costumes."Sadi avalia ainda que Bolsonaro conseguiu fazer dobradinhas com Felipe d'Avila e Padre Kelmon, enquanto Lula virou alvo de ataques.
Natuza Nery
A colunista do g1 Natuza Nery destacou o clima tenso na primeira fase do debate. Além disso, a jornalista lembrou que Lula e Bolsonaro não se confrontaram diretamente, com exceção para os direitos de resposta.
“Começou quente, em um confronto inicial entre Lula e Ciro Gomes. Bolsonaro teve a oportunidade de perguntar para Lula e evitou esse confronto, chamando Padre Kelmon. Lula, na avaliação de integrantes da própria campanha, acabou deslizando, porque deu margem para um bate-boca com candidato que é traço nas pesquisas de intenção de voto. Houve muitos direitos de resposta. E foi justamente nos direitos de resposta que Lula e Bolsonaro travaram um embate direto. Bolsonaro chegou a gritar da cadeira dele."A jornalista da GloboNews Mônica Waldvogel avalia que os sucessivos direitos de resposta e a forma como cada candidato buscou se defender e atacar deu um toque original ao debate.
Ela afirma ainda que tanto Bolsonaro quanto Lula chegaram ao debate com "ânimo de partir para o ataque". Apesar disso, os ataques também trouxeram um aspecto negativo.
"Realmente fica cada vez mais complicado extrair dali propostas de governo, debates políticos profundos, com grandes altitudes, e vai caindo ali para um 'ramerão' da grande disputa, da grande briga, e que de certa forma anima algumas personalidades."A comentarista Flávia Oliveira considerou positivo o debate entre Lula e Simone Tebet sobre o meio ambiente, assim como a questão do racismo e das cotas. “É um legado que também o ex-presidente Lula tem a mostrar”, avalia.
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