O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (11), em mais um pregão em que o foco dos investidores são as contas públicas. O mercado aguarda, desde o fim das eleições municipais, o anúncio de um pacote de corte nos gastos que equilibre as contas do governo e possibilite o cumprimento do arcabouço fiscal.
A equipe econômica, porém, continua discutindo o pacote nesta semana. Especialistas explicam que, quanto mais tempo o governo demorar para anunciar o plano de corte de gastos, mais o mercado fica desconfiado e busca formas de proteger seus investimentos, o que valoriza o dólar em detrimento do real.
Enquanto aguarda o anúncio, o mercado repercute os resultados do setor público consolidado, divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta manhã. Em setembro, as contas apresentaram um déficit primário (quando os gastos ficam acima das receitas) de R$ 7,34 bilhões, mas a dívida pública recuou para 78,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
Dólar
Às 9h45, o dólar subia 1,17%, cotado a R$ 5,8044. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira (8), a moeda subiu 1,09%, cotada a R$ 5,7372. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,7903.
Com o resultado, acumulou:
- queda de 2,26% na semana;
- recuo de 0,76% no mês;
- ganho de 18,23% no ano.
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na sexta, o índice encerrou em baixa de 1,43%, aos 127.830 pontos, no menor nível desde 7 de agosto.
Com o resultado, acumulou:
- queda de 0,23% na semana;
- perdas de 1,45% no mês;
- recuo de 4,74% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
O governo passou toda a última semana reunido para discutir um plano para o controle das despesas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inclusive sinalizou que tinha a previsão de anunciar as medidas ainda na semana passada.
No entanto, o pacote ainda não saiu e frustrou as expectativas do mercado financeiro. Segundo Haddad, o presidente Lula ainda quer apresentar as medidas aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, porque o pacote contém medidas legislativas que precisam de apoio para aprovação.
O tema é importante para o mercado financeiro porque há uma percepção de que, sem os cortes, o governo não será capaz de honrar o arcabouço fiscal — que é o conjunto de regras que determina, entre outros pontos, quanto o país pode gastar.
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