O dólar opera em queda nesta quinta-feira (6).
Às 9h, a moeda norte-americana recuava 0,13%, cotada a R$ 5,0420. Veja mais cotações.
Na véspera, o dólar teve queda de 0,66%, cotada a R$ 5,0488 — no menor patamar desde o começo de fevereiro. Com o resultado, o dólar passou a acumular perdas de 0,40% no mês e de 4,34% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
Com agenda esvaziada antes do feriado de Páscoa, as atenções do mercado estão nas declarações de autoridades e nos números semanais de pedidos de seguro-desemprego dos Estados Unidos.
O Brasil tem poucos destaques, com menção válida ao telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, nesta quinta-feira (6). A ligação servirá para, entre outros assuntos, oficializar o convite ao Brasil para participar da reunião do G7 – grupo dos sete países mais industrializados do mundo.
O grupo é composto por: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O evento, este ano, vai ser realizado na cidade de Hiroshima, no Japão – de 19 a 21 de maio. Fontes do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores disseram ao blog da Ana Flor que o convite demonstra prestígio do presidente Lula no cenário internacional, com o reposicionamento da política externa brasileira.
Nos EUA, o Departamento de Trabalho dos EUA mostra, pela manhã, o número de novos pedidos de seguro-desemprego requeridos na semana até 1 de abril. Na semana anterior, houve 198 mil pedidos iniciais. Estimam-se 200 mil novos pedidos.
Na Europa, o economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, disse o órgão precisará elevar os juros novamente em maio se a inflação trilhar o caminho visto nas projeções econômicas do banco em março.
O BCE elevou os juros em 350 pontos-base combinados desde julho, mas não forneceu orientação específica para sua reunião de 4 de maio, argumentando que a turbulência no setor financeiro exige cautela adicional.
"Se a linha de base que desenvolvemos antes do estresse bancário se mantiver, será apropriado ter um novo aumento em maio", disse Lane. "No entanto, precisamos ser dependentes de dados sobre a avaliação de se essa linha de base ainda será verdadeira no momento de nossa reunião de maio."
Depois de um forte início de ano, as ações europeias permaneceram sob pressão de venda desde o mês passado, já que a recente turbulência bancária manteve o sentimento de risco frágil, com investidores preocupados com dados econômicos mistos e uma recessão iminente.
Na Ásia, a atividade de serviços da China acelerou em março no ritmo mais rápido em dois anos e meio com novos pedidos e criação de empregos, além de uma recuperação pós-Covid liderada pelo consumo.
Mas o otimismo foi neutralizado por um aumento nas tensões sino-americanas depois que o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Kevin McCarthy, recebeu o presidente taiwanês Tsai Ing-wen na Califórnia na quarta-feira e enfatizou a necessidade de acelerar as entregas de armas a Taiwan diante do aumento ameaças da China.
Fonte
