Em depoimento emocionado, o apresentador do BBB relembra a infância, os valores e a presença marcante de Oscar, referência pessoal e familiar que moldou sua forma de encarar a vida.
Quando o jornalista e apresentador Tadeu Schmidt nasceu, o seu irmão mais velho Oscar já era um gigante — no tamanho, na idade e na trajetória. Ele tinha 16 anos e 2 metros de altura, e despontava como um dos grandes atletas do país no basquete. Desde cedo, a relação entre os dois foi marcada menos pela rivalidade comum entre irmãos e mais por uma lógica de cuidado.
“Quando eu passei a me entender por gente, ele já era o maior atleta do Brasil. E com essa diferença, eu nunca fui irmão-irmão. Eu sempre fui um irmão-sobrinho”, resume Tadeu, ao recordar a figura protetora de OscarEm uma conversa emotiva com Poliana Abritta, Tadeu Schmidt contou algumas de suas memórias com o irmão e explicou por que decidiu apresentar a edição do Big Brother Brasil no dia em que Oscar morreu, na última sexta-feira (17).
"O jeito Schmidt é assim: se entregar ao máximo, se dedicar ao máximo, não dar desculpa pra nada. É pra fazer, vamos fazer! Oscar jogou uma partida uma vez com a mão quebrada. Tava quebrada e ele foi pro jogo", conta.Para Tadeu, a memória mais importante que ele tem de Oscar em quadra é a medalha de ouro no Pan-Americano de 1987, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final.
"Lembro que Oscar falava assim: 'A gente vai para esse Pan e vai perder pros Estados Unidos de novo'. Fomos pra final e foi o jogo mais extraordinário do mundo! O desempenho dele foi acima do normal, foi o dia mais especial da vida, da carreira dele."As memórias que Tadeu guarda são de afeto constante. Oscar era o irmão que cuidava, que brincava, que fazia do mais novo o “Tadeuzinho”.
"A imagem que eu tenho de nós dois, eu sou sempre o bebezinho, eu sou sempre a criancinha que o irmão mais velho está cuidando, que o irmão mais velho está brincando, é um pouco do que tem nessas fotos. São lindas!"
Fonte
