Um radar capta nuvens carregadas de água, com potencial de chuva, que se deslocam em direção a São Paulo. Antes disso, as nuvens recebem as gotículas e podem desaguar antes de chegar na cidade. Especialista diz que ação "vai conseguir alguns ajustes, mas não vai conseguir fazer o carnaval dos sonhos".
Por Beatriz Borges
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/q/8/HATrfcShWzSzsqc9CWFw/aviao-.jpg)
"A ideia é fazer chover no lugar certo, como no reservatório Cantareira, por exemplo, e liberar os foliões para apreciar o carnaval de forma mais completa"
De acordo com a Modclima, que realiza o serviço, a ação consiste em depositar gotículas de água potável nas nuvens da região em que se deseja que chova. Segundo a empresa, a ação aumenta o tamanho das nuvens e, consequentemente, a chance de chover dentro da área do projeto.
Um radar meteorológico capta nuvens carregadas de água, com potencial de chuva, que se deslocam em direção a São Paulo. Antes disso, as nuvens recebem as gotículas e podem desaguar antes de chegar na cidade.
A empresa defende que o método é natural e que não traz danos ao meio ambiente. "Este é um método livre de químicos e se utiliza apenas água potável aplicada em forma de gotículas de diâmetro controlado. Dessa forma, "imita-se" o processo natural de crescimento vertical da nuvem e precipitação, resultando na indução da chuva. Sem efeitos colaterais ou danos ao meio ambiente", completa Majory.
Cada aeronave despeja cerca de 300 litros de água na atmosfera que é depositada em nuvens que possuem de 1 a 6 quilômetros de diâmetro. A empresa que realiza o serviço defende que a eficácia do processo é alta.
"A cada 10 chuvas semeadas, 7 chuvas ocorrem. A ação é localizada, trabalhando em nuvens de 1 a 6 km de diâmetro que, após o período de 15 a 20 minutos, induz a chuva no local", afirma a CEO da Modclima.
Esta é a primeira vez que a empresa realiza uma ação como essa para garantir o sol durante o carnaval. A empresa atua no mercado há 12 anos e já realizou projetos desse tipo para outros fins, como, por exemplo, na época da crise hídrica em que foi contratada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
