Algumas empresas e escolas de Juiz de Fora apostaram em um projeto que utiliza o xadrez como ferramenta educacional, lúdica e cognitiva para enfrentar o distanciamento social proporcionado pela pandemia do novo coronavírus.
A Liga X, grupo responsável por organizar competições e promover o esporte da mente na cidade e região, teve a iniciativa de beneficiar atletas, estudantes, professores, colaboradores e clientes de empresas através de um aplicativo, que permite a prática de xadrez via internet, durante o isolamento domiciliar.
Ele explica que o aplicativo é intuitivo e de fácil acesso, cadastro e execução, já que até mesmo os iniciantes no esporte podem utilizar. A partir da inscrição gratuita na plataforma, o usuário passa a ter também acesso separadamente a um grupo em outro aplicativo, só que de mensagens, onde os torneios internos são organizados.
Nos dias de semana, são duas horas de jogo, com início das rodadas marcado para as 19h30. Aos sábados e domingos, as partidas começam às 17h30. O grupo conta com mais de 100 participantes, segundo o diretor da Ligsa X.
Para os atletas, a prática on-line não é novidade. É o caso de Isabella Neves Ribeiro. A estudante de 12 anos, que cursa a sétima série no Colégio Santa Catarina, pratica o esporte há seis anos e, como não tinha com quem jogar em casa antigamente, recorreu a partidas pela rede.
Isabella Ribeiro, ao centro, se prepara para competições no segundo semestre — Foto: Isabella Ribeiro/Arquivo pessoal
Ela considera o momento atual muito incomum e afirma que a pandemia vai prejudicar quem buscava ritmo para as competições do segundo semestre. Ela cita que jogar on-line tem pontos positivos e negativos.
“Eu gostei porque quando você entra em um torneio on-line, compete contra pessoas do mundo inteiro. Não só os brasileiros. Aqui temos um torneio nacional, mas já houve casos de pessoas que estudavam no Brasil, deixaram o país e acabaram jogando a partir da Inglaterra, por exemplo. O ponto negativo é que gostamos de conversar com os amigos, gostamos de nos encontrar. E nas competições (presenciais) a gente pode conhecer pessoas de outros colégios”, destacou.
Bernardo Alvim tem 12 anos, também compete e está na Liga X desde 2016. Aluno do Colégio Apogeu, ele afirma que vê o xadrez não só como esporte, mas como forma de distração no dia a dia.
