Maria Eduarda e Isabela Cunha participam por meio de um projeto de extensão da Faculdade de Computação da UFU que treina estudantes das escolas da cidade.
As estudantes de Uberlândia Maria Eduarda Gomes Kuhn e Isabela Cunha Silva conquistaram medalhas de prata na terceira edição do Torneio Feminino de Computação. A participação delas na competição foi por meio do projeto de extensão “Treinamento de Programação de Computadores para Integrar a Universidade com Jovens Pré-Universitário”, da Faculdade de Computação da Universidade Federal de Uberlândia (Facom/UFU).
A prova da competição aconteceu no dia 18 de setembro, de forma remota, e o torneiro faz parte do "Movimento Meninas Olímpicas", que busca aumentar o protagonismo feminino em olimpíadas acadêmicas, e tem o apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC).
Maria Eduarda tem 14 anos, é estudante do Ensino Fundamental e conquistou medalha de prata na categoria Programação Nível Júnior, com 210 pontos. Ela disse que conheceu o projeto de extensão por meio do UberHub, projeto desenvolvido na UFU que abriu espaço para ela entrar no programa.
A estudante ainda falou que dentro do núcleo de treinamento a auxiliaram na preparação para a prova.
“Me ajudaram com aulas sobre conteúdos que eu não tinha tanta habilidade e foi o que realmente me ajudou. Eu fiquei muito feliz por ver que todo meu esforço valeu a pena”, disse Maria Eduarda.
Já Isabela, de 16 anos, é estudante do 1° ano Técnico do campus Uberlândia Centro, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), e conquistou a medalha de prata na categoria Programação Nível 1, com 325 pontos.
"É uma ótima forma de ter contato com a área que pretendo seguir futuramente como profissão, o incentivo dos meus pais e professores também foram muito relevantes", contou.
O Projeto
O projeto de extensão “Treinamento de Programação de Computadores para Integrar a Universidade com Jovens Pré-universitários” é realizado na Facom/UFU, em parceria com a Faculdade de Matemática da UFU (Famet/UFU), e é coordenado pelos professores Luiz Cláudio Theodoro e João Henrique de Souza Pereira.
O treinamento tem como objetivo ensinar programação para estudantes entre 13 e 17 anos, com os professores lecionando conteúdo semelhante ao ensinado nos cursos de Computação. Ele é divulgado para os alunos de escola pública com as melhores notas na Olímpiada Brasileira de Matemática.
"A emoção é gigante, não tem como expressar em palavras. A alegria de ver a conquista destas meninas em nível nacional não tem preço”, disse o professor João Henrique.
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