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Governo anuncia bloqueio de R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2024

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Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e anunciaram nesta sexta-feira (22) o bloqueio de R$ 2,9 bilhões no orçamento deste ano.

A limitação será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública.

O detalhamento de quais ministérios serão atingidos pelo bloqueio será divulgado até o fim deste mês.

O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a nova regra para as contas públicas aprovada no ano passado. Pela norma:

 

  • O governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pelas arrecadação.
  • E o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano (em termos reais), ou seja, acima da inflação do ano anterior.
  • O objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos.

 

Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo reestimou as receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano.

 

Meta de déficit zero

 

governo também busca zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) -- aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

 

Em busca do déficit zero, o governo aprovou, no ano passado, uma série de medidas para aumentar a arrecadação federal. O objetivo, com as medidas, é elevar a arrecadação em R$ 168,5 bilhões em 2024.

São elas:

 

 

 

De acordo com cálculo da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, entretanto, as medidas de aumento de arrecadação renderão cerca de metade do esperado pela equipe econômica.

 

Histórico

 

O bloqueio de R$ 2,9 bilhões anunciado pela área econômica é maior do que o registrado em março do ano passado - no primeiro relatório de receitas e despesas do orçamento.

Naquele momento, não foi anunciado bloqueio de despesas. Ainda vigorava, no começo do ano passado, o teto de gastos - pelo qual as despesas não podiam crescer acima da inflação do ano anterior.

O teto de gastos teve início em 2017. Antes disso, os bloqueios no orçamento obedeciam à lógica das metas de superávit primário - propostas pelos governos e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Para atingi-las, os governos tinham de bloquear gastos - com base nas previsões feitas no começo de cada ano para as receitas e para as despesas.

Em 2020, no início da pandemia da Covid-19, a equipe econômica chefiada pelo ministro Paulo Guedes indicou a necessidade, em relatório oficial do orçamento, de bloquear R$ 37,5 bilhões.

Entretanto, com o decreto de calamidade pública, aprovado logo depois, o valor não chegou a ser limitado. E novos gastos extraordinários, acima de R$ 700 bilhões, foram feitos.

Fonte

G1
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