Helicóptero que deixou São Paulo com destino a Ilhabela está desaparecido desde o dia 31 de dezembro. Quatro pessoas estavam na aeronave. Buscas continuam.
As buscas pelo helicóptero com quatro pessoas a bordo que desapareceu durante um voo que partiu do Campo de Marte, em São Paulo (SP), com destino à Ilhabela, no litoral norte paulista entram no 11º dia nesta quinta-feira (11).
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), até esta quarta-feira (10) haviam sido cumprido cerca de 122 horas de voo nas buscas. O helicóptero, no entanto, ainda não foi encontrado e as buscas serão retomadas logo pela manhã desta quinta.
Após 10 dias de buscas, a FAB e a Polícia, que investigam o caso, conseguiram, até o momento, somente algumas pistas para desvendar o desaparecimento do helicóptero.
Sinais de celulares
A mais recente das pistas foi revelada na tarde desta quarta-feira (10), pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope): a de que uma antena em Paraibuna também identificou sinais do aparelho celular de Raphael Torres, um dos passageiros da aeronave.
Segundo o Dope, a antena captou sinais do telefone de Raphael até às 23h54 do dia 31 de dezembro, dia do desaparecimento.
Antes dessa nova pista, a corporação envolvida nas investigações também haviam identificado a emissão de sinais do celular de Luciana Rodzewics. No entanto, o aparelho emitiu sinais até às 22h14 do dia 1º de janeiro, quase 24 horas depois do celular de Torres.
Primeiras pistas
Antes da identificação dos sinais dos celulares de Raphael e Luciana, a Polícia levantou, logo no início das buscas, mensagens trocadas entre Letícia Ayumi (filha de Luciana) com o namorado, durante o voo.
Na ocasião, Letícia chegou a trocar mensagens com o namorado. Ela conta que o grupo chegou a fazer um pouso antes de retomar o voo e perderem contato. Letícia enviou duas fotos do local para o namorado.
Ainda no dia do desaparecimento, o passageiro Raphael Torres enviou um áudio ao filho, às 14h25 -- cerca de 1h10 depois da decolagem -- dizendo que haveria uma mudança de rota por causa das condições climáticas e que a aeronave iria para Ubatuba, também no litoral norte.
“Vi que você leu minha mensagem agora. Acho que vou para Ubatuba, porque Ilhabela está ruim. Não consigo chegar”, disse o empresário em áudio enviado ao filho às 14h25.
Local de pouso
Um pouso feito pela aeronave, próximo à represa em Paraibuna, também é utilizado como pista na investigação do caso. Isso porque, durante o voo, a aeronave pousou em um local, o qual Letícia registrou e enviou ao namorado.
No sábado (6), seis dias após o desaparecimento, a Polícia Civil encontrou a área onde o helicóptero pousou.
O local, segundo a Polícia Civil, foi encontrado após o rastreio do último sinal do celular de Luciana Rodzewics, uma das pessoas que estavam na aeronave. Ao encontrar o local, a polícia passa a traçar novas rotas de buscas e investigações. A polícia informou que não acredita ter sido um pouso de emergência no local, mas, sim, um pouso para esperar por melhores condições climáticas.
Desaparecimento
De acordo com a Polícia Militar, que deu apoio nas buscas, a aeronave desaparecida saiu do aeroporto de Campo de Marte, em São Paulo, no domingo (31), por volta das 13h15, com destino a Ilhabela.
Ao g1, a irmã da passageira Luciana informou que eles planejavam fazer um bate-volta para Ilhabela. Ela alega que Raphael é amigo do piloto e convidou a Luciana e a filha para esse passeio. Não era, segundo ela, um passeio contratado.
O helicóptero que desapareceu possui o prefixo PRHDB, modelo Robinson 44, e é pintado de cinza e preto.
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