Os dois homens que espancaram e balearam o funcionário de um supermercado em Uberlândia, após confundi-lo com outra pessoa, foram condenados a oito anos de prisão em regime fechado. O julgamento foi na tarde desta quarta-feira (11).
Em 8 de outubro de 2018, enquanto aguardava para entrar no trabalho, Rosivan Pinheiro de Sousa, de 21 anos, foi agredido com socos e chutes e baleado por dois homens que saíam de uma casa noturna.
Os agressores foram reconhecidos através de imagens de circuito de segurança (veja abaixo) e presos por tentativa de homicídio e posse ilegal de arma.
Denis Eduardo dos Santos, de 34 anos, e Everaldo Silva Magalhães, de 36, foram condenados pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por meio cruel e com impedimento de defesa da vítima. Santos também foi condenado a mais seis meses por dirigir sob efeito de álcool.
Ambos cumprirão a pena em regime fechado. Everaldo já está preso no Presídio de Uberlândia I, antigo Presídio Professor Jacy de Assis, e Denis estava respondendo o processo em liberdade.
O advogado de defesa, Júlio Moreira, informou que vai recorrer da decisão.
Agressão
Segundo registou a Polícia Militar no dia 8 de outubro de 2018, os dois agressores estavam em uma casa noturna que fica em cima de um supermercado, na Rua Santos Dumont, quando se desentenderam com uma pessoa.
Em seguida, eles foram embora e voltaram pela manhã em uma caminhonete para procurar o envolvido na briga. O trabalhador Rosivan Pinheiro de Sousa, que tinha 21 anos, estava sentado na calçada e foi agredido.
As imagens de uma câmera próxima ao local flagraram o momento em que os autores começaram a dar socos, chutes e coronhadas na vítima, que ficou impossibilitada de se defender.
Muitas das agressões foram na cabeça e a dupla só parou quando o jovem ficou inconsciente no chão, mesmo assim ainda atiraram contra ele.
Após o fato, Denis Eduardo dos Santos e Everaldo Silva Magalhães, fugiram, mas foram presos em seguida por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.
Ao se recuperar, o jovem contou que não conhecia os agressores e pensou que iria morrer. Ele é do estado do Pará e foi para Uberlândia para tentar uma oportunidade de emprego na cidade.
