Governo estima que medidas possam beneficiar cerca de 17,6 milhões de microempreendedores em todo o país.
Foi sancionada nesta quarta-feira (21) a lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), amplia o limite de faturamento da categoria e permite a contratação de mais funcionários
A medida foi aprovada pelo Congresso na semana passada e, segundo o governo federal, poderá beneficiar cerca de 17,6 milhões de microempreendedores em todo o país.
Entre as principais mudanças aprovadas pelo Congresso estão:
- Perdão de dívidas de MEIs contraídas até 13 de outubro de 2026;
- Aumento do limite anual de faturamento para até R$ 140 mil em 2028;
- Possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas atividades.Perdão de dívidas de MEIs contraídas até 13 de outubro de 2026;
Ao anunciar a sanção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a medida deve ajudar milhões de brasileiros a regularizar a situação de seus negócios e voltar a ter acesso a crédito e outras oportunidades.
"Nós resolvemos anistiar para limpar o nome dessas pessoas no Serasa e poderem começar uma vida nova", afirmou o presidente, nesta terça-feira (20), durante evento em São Luís (MA)
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 14 de outubro e pelo Senado no dia seguinte. Como os senadores mantiveram o texto aprovado pelos deputados, o projeto seguiu diretamente para sanção presidencial.
- Pelas estimativas apresentadas durante a tramitação do projeto, cerca de 3,6 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados diretamente pelo perdão das dívidas, que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões.Possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas atividades.
Ao anunciar a sanção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a medida deve ajudar milhões de brasileiros a regularizar a situação de seus negócios e voltar a ter acesso a crédito e outras oportunidades
"Nós resolvemos anistiar para limpar o nome dessas pessoas no Serasa e poderem começar uma vida nova", afirmou o presidente, nesta terça-feira (20), durante evento em São Luís (MA),
Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o conjunto das medidas poderá alcançar cerca de 17,6 milhões de microempreendedores individuais em todo o país.
Paralelamente, o governo também anunciou uma proposta que prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios.
O recurso seria não reembolsável, ou seja, não precisaria ser devolvido pelo beneficiário. A medida, porém, não faz parte da lei sancionada e ainda precisará ser analisada pelo Congresso Nacional.
A seguir, o g1 explica como funcionarão o perdão das dívidas, o novo limite de faturamento, as regras para contratação de funcionários e quando as mudanças começam a valer.
Perdão de dívida
Entre todas as medidas sancionadas, a que deve produzir efeitos mais rapidamente para os microempreendedores é a anistia dos débitos com a União.
Pelas regras da nova lei, serão perdoadas as dívidas contraídas até 13 de outubro de 2026. O benefício abrange não apenas o valor principal devido, mas também juros, multas e demais encargos cobrados sobre esses débitos. O alcance da medida foi ampliado durante a tramitação do projeto.
Inicialmente, a proposta previa o perdão apenas para débitos inscritos na Dívida Ativa da União. O texto final passou a contemplar também dívidas que ainda estavam em fase de cobrança administrativa e não haviam sido formalmente inscritas.
Segundo o Ministério da Fazenda, essa ampliação pode gerar impacto adicional de até R$ 2 bilhões além das estimativas iniciais.
A lei, entretanto, estabelece algumas condições para que o empreendedor mantenha o benefício:
R$ 110 mil em 202
R$ 140 mil em 2028.
O teto atual está em vigor desde 2018 e é considerado defasado por representantes do setor, que argumentam que muitos empreendedores acabam limitando as próprias vendas para evitar o desenquadramento.
A mudança permitirá que pequenos negócios cresçam sem precisar migrar tão rapidamente para outras categorias empresariais, que costumam ter mais obrigações tributárias e burocráticas.
Durante a tramitação da proposta na Câmara, o relator do projeto, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), afirmou que muitos profissionais acabam recusando oportunidades para não ultrapassar o limite atual.
"Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI.
O texto também prevê mecanismos que podem permitir que empresas atualmente enquadradas em outras modalidades do Simples Nacional retornem à condição de MEI, desde que atendam às exigências previstas na legislação.
- O MEI deverá manter em dia o pagamento das contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da nova lei;
- Deverá desistir de eventuais ações judiciais que discutam os débitos contemplados pela anistia;
- Precisará cumprir as demais exigências previstas na legislação para enquadramento no benefício.Precisará cumprir as demais exigências previstas na legislação para enquadramento no benefício.
empreendedor mantenha o benefício:
Caso essas condições deixem de ser cumpridas, o perdão poderá ser cancelado.
O texto também determina que não haverá cobrança de honorários advocatícios em razão da extinção de ações judiciais relacionadas aos débitos anistiados.
Já os valores pagos anteriormente não serão devolvidos
Como vai funcionar o aumento do tet
Hoje, para permanecer enquadrado como MEI, o empreendedor pode faturar até R$ 80 mil por ano. Com a nova lei, esse limite será ampliado de forma gradual:
Deverá desistir de eventuais ações judiciais que discutam os débitos contemplados pela anistia;
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