Internos do Centro Socioeducativo de Uberlândia se profissionalizam e estudam enquanto cumprem medidas educativas. Mesmo diante da pandemia da Covid-19, os adolescentes cumprem cargas horárias gastando, pelo menos, metade do dia em atividades escolares.
Conforme a unidade, além da alfabetização, eles aprendem diversas profissões, como conhecimentos de hidráulica, alvenaria, eletricidade, pintura, jardinagem e marcenaria. O objetivo é que os internos tenham formação para o futuro e que ajudem na manutenção da instituição.
Em um período eles recebem orientações de como usar o material didático e assistem a teleaulas. No resto do tempo, os menores de idade são selecionados para integrar as outras atividades, basendo-se em habilidades, interesses e outras informações contidas no plano de atendimento individual, feito por profissionais do centro.
“É muito gratificante ver os jovens se descobrindo e buscando esperanças. Temos casos de pessoas já desligadas do sistema que pegaram gosto por alguma das atividades e deram sequência na vida profissional”, relatou o diretor-geral, Gilson Rodrigues.
Corte de gastos
Além da manutenção diária, o trabalho também tem ajudado a cortar gastos da instituição. Segundo informou o diretor, em junho deste ano, uma caixa d’água subterrânea foi reparada com ajuda dos detentos, diminuindo significativamente a conta de água do centro.
“O que mais gosto é plantar e cuidar dos jardins. Quando sair, vou trabalhar em uma fazenda de milho e café”, contou
*Nome fictício para preservar a identidade do jovem, conforme recomendação do Estatuto da Criança e do Adolescente.
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