Foi deflagrada, na madrugada desta terça-feira (11), a 4ª fase da Operação "Hoopoe", com nove mandados de busca e apreensão em imóveis relacionais a cinco investigados em Uberlândia e Araguari. A ação é realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de Araguari em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia, Policia Militar (PM) e Policia Civil.
Segundo o promotor criminal de Araguari André Luiz Alves de Melo, que está a frente da Operação, a ação desta terça é uma continuidade às investigações do uso de verba de publicidade pela Prefeitura de Araguari e tentativa de obstrução da Justiça. Conforme ele, um dos objetivos desse desdobramento é localizar e cumprir mandado de prisão contra o ex-secretário Chefe de Gabinete da Prefeitura de Araguari, Marco Antônio Farias, foragido há quase um ano.
O MPMG informou que os resultados da Operação serão comunicados apenas no final do dia, quando apurados todos os dados das ocorrências lavradas.
Investigações e denúncias
De acordo com o MPMG, as investigações iniciaram em 2017 com escutas telefônicas para identificar atos ilícitos no cemitério de Araguari. Contudo, em razão da complexidade dos fatos e descoberta de inúmeros ilícitos, a investigação ainda continua em 2020.
Conforme o o promotor de Araguari André Luiz Alves de Melo, já foram oferecidas várias denúncias criminais que ainda estão em instrução, além de inquéritos policiais instaurados pela Polícia. Também foram enviados dados para a área federal e eleitoral, uma vez que envolviam interesse da União. Um réu já foi condenado e cumpriu a pena por porte de arma de fogo com numeração raspada.
Segundo o MPMG, outras investigações seguem por várias promotorias, como desvios em verba para iluminação pública, varrição pública, saúde pública, além de vários outros objetos que implicam em diversas irregularidades, que somam milhões de reais por ano.
A promotoria ainda destacou que, até o momento, a Prefeitura de Araguari não informatizou nem regularizou os alvarás de concessão dos túmulos, alvo de investigações que deram início à Operação "Hoopoe".
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