Parte da adutora que passa pela Avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia, será substituída a partir dos próximos dias. A informação foi dada nesta terça-feira (23) pelo diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Leocádio Pereira.
O pedido foi feito pelo prefeito Odelmo Leão (PP) após um rompimento de aproximadamente um metro causar um jato de água que atingiu e prejudicou várias casas na região.
Depois do fato, o Ministério Público Estadual (MPE) informou que vai investigar a situação e denúncias de outros vazamentos para mover uma Ação Civil Pública e pedir indenizações às vítimas.
Leocádio explicou que existem problemas de corrosão na adutora, que é antiga. E que, por isso, registros de vazamentos no trecho são frequentes, principalmente nos últimos quarteirões próximos ao Rio Uberabinha.
Ele explicou que o material das adutoras são iguais em toda a cidade, mas na Avenida Rondon Pacheco o movimento de veículos pode interferir.
"Os processos de corrosão naquela adutora são questões pontuais. Entendemos que existe troca de cargas e oxidação em relação ao solo. E outro fator é o trânsito naquela região que é intenso e levamos em conta uma maior vibração da pista", falou.
O diretor do Dmae falou que o rompimento na última sexta-feira (20) foi um processo atípico e que será feita uma nova adutora no trecho de aproximadamente 1 km, que vai entre o Centro de Tecelagem (esquina com Avenida Francisco Galassi) até o fim da Rondon Pacheco, no Rio Uberabinha.
"Vamos começar nos próximos 15 dias a troca na região onde já estamos construindo o elevado sobre o rio. Vamos processar uma nova tecnologia para um material diferenciado, que tem uma proteção que visa migrar as cargas que atacam e provocam corrosões", falou.
Custos e prazo
Segundo falou o diretor do Dmae, ainda não é possível prever o valor total das obras, mas pode chegar a R$ 10 milhões.
"Estamos fazendo levantamento dos valores, tem toda a execução, vamos fazer e fabricar a tubulação, e contratar equipe para a implantação. Tem também a intervenção com obras, com galerias e recompor o pavimento. Tudo engloba o custo".
Leocádio Pereira não informou o prazo de entrega, mas disse que vai tentar interferir o menos possível no trânsito e usar os canteiros.
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