Beneficiários que concluíram a educação básica no último ano deveriam ter recebido R$ 1 mil até a última quinta-feira (5) e desbloqueado outros R$ 2 mil referentes ao 1º e ao 2 º ano do ensino médio. Segundo a pasta, redes de ensino ainda estão no prazo para repassar dados de aprovação ao governo, e depósito inicialmente previsto para a primeira semana de março ocorrerá até junho.
Estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), afirmam que não receberam o pagamento de duas parcelas previstas, mesmo atendendo a todos os pré-requisitos:
- R$ 1 mil a todos os participantes que terminaram o ensino médio em 2025 (além do desbloqueio de R$ 2 mil referentes aos outros dois anos desta etapa escolar);
- R$ 200 aos concluintes que prestaram a última edição do Enem e compareceram aos dois dias de prova.
A princípio, o calendário de pagamento teria se encerrado nesta quinta-feira (5).
Segundo a pasta, no entanto, as redes de ensino ainda estão no prazo para enviar informações ao MEC e confirmar quais alunos foram aprovados. Os valores podem ser depositados nas contas dos jovens até junho, afirmou o ministério em vídeo divulgado na noite de quinta-feira (5).
No site do MEC, em comunicado de 26 de fevereiro, o ministério orienta que os estudantes acompanhem regularmente sua situação na página “Consulta Pé-de-Meia”.
"Caso o pagamento não seja realizado nestas primeiras datas, não é necessário realizar nenhuma ação imediata. É importante aguardar a atualização das informações pela rede de ensino. Os repasses poderão ocorrer até o período de 29 de junho a 6 de julho de 2026", diz a nota.
“Até junho? E quem estava dependendo desse dinheiro para planos de agora, faz o quê? Chora? Tenho muitas coisas para pagar. Que desorganização absurda”, protestou um estudante no X.Anna Fablicio, de 18 anos, relata a mesma frustração.
"Mesmo tendo finalizado a escola e atendendo a todos os requisitos do programa, não recebi o pagamento. Eu estava contando com esse dinheiro para fazer cursinho pré-vestibular e para comprar um notebook para estudar", diz ao g1. "Fiquei 3 horas tentando falar com o MEC, mas encerraram o chat de atendimento."pagamento para os concluintes do ensino médio deveria ter sido efetuado nas seguintes datas, de acordo com o mês de nascimento de cada um:
- Janeiro e fevereiro: 26/02
- Março e abril: 27/02
- Maio e junho: 02/03
- Julho e agosto: 03/03
- Setembro e outubro: 04/03
- Novembro e dezembro: 05/0
"Os valores não aparecem nem nos extratos futuros. Ninguém dá informação de nada. Era para eu ter recebido em 28 de fevereiro, mas o depósito continua zerado", diz Antonio Marcos, que concluiu o 3º ano em dezembro de 2025.Valores prometidos pelo Pé-de-Meia
- Após efetuar matrícula: R$ 200 (parcela anual)
- Ao cumprir a frequência mínima nas aulas: R$ 1.800 por ano, pagos em nove parcelas
- Ao concluir o ensino médio: R$ 1.000 depositados ao final de cada ano eletivo (o valor total só pode ser sacado após a formatura)
- Ao fazer o Enem no último ano: R$ 200 (parcela única)
Quais os pré-requisitos?
Os valores do Programa Pé-de-Meia serão depositados na conta bancária apenas dos estudantes de baixa renda do ensino médio público, desde que eles:
- ossuam CPF;
- estejam cadastrados no CadÚnico (instrumento do governo federal para coleta de dados de pessoas em vulnerabilidade);
- tenham se matriculado no início do ano letivo;
- alcancem frequência escolar de pelo menos 80% das horas letivas;
- não tenham sido reprovados no fim do ano letivo;
- façam o Enem no fim do 3º ano do ensino médio.participem do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
No caso dos bônus, é exigido que:
Por que o programa foi criado?
Segundo o governo Lula, os objetivos do programa são:
- reduzir a evasão escolar, já que especialmente os alunos de baixa renda correm um risco maior de abandonar os estudos e entrar precocemente no mercado de trabalho, para ajudar financeiramente a família
- incentivar que os jovens de escola pública façam o Enem (em 2023, por exemplo, apenas 46,7% dos concluintes de colégios públicos se inscreveram na prova);
- diminuir a desigualdade no acesso à universidade e ao mercado de trabalho formal.
Fonte
