Alguns locais de Uberlândia estão sem água pelo quinto dia seguido, nesta quarta-feira (30), após problema em adutora do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) no último sábado (26). Por causa disso, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou, nesta quarta-feira, um relatório à Prefeitura e ao Dmae sobre o ocorrido para que a promotoria conclua as investigações. O MPMG ainda recomendou que sejam realizadas algumas ações para evitar a falta de água na cidade.
Além disso, durante uma entrevista coletiva na manhã desta quarta, o diretor-geral do Dmae, Adicionaldo dos Reis Cardoso, alertou sobre o recorde de consumo de água na cidade e sobre os sistemas estarem no limite do funcionamento.
Sem água
Pelo quinto dia seguido, residências e comércios de alguns pontos de Uberlândia, principalmente no Bairro Santa Mônica, estão sem água. Entre sábado e segunda-feira (28), 59 bairros de Uberlândia tiveram o abastecimento de água afetado. Entre segunda e terça-feira (29), partes mais altas da cidade ainda estavam sem o serviço.
De acordo com o Dmae, sistema do abastecimento de água foi normalizado na segunda-feira. Contudo, como preciso esvaziar 20 milhões de litros de água e secar completamente a adutora para que o trabalho fosse realizado, é um processo demorado para que a adutora fosse preenchida novamente. Além disso, os pontos geograficamente mais altos podem sofrer de baixa pressão na tubulação, dificultando que a água chegue ao local, segundo o diretor-geral do Dmae, Adicionaldo dos Reis Cardoso.
De acordo com o Dmae, no momento, a falta de abastecimento se concentra no Bairro Santa Mônica. Técnicos do Dmae estão no local verificando possíveis soluções para o problema.
Recomendações do MP
No documento enviado pelas promotorias de Defesa do Cidadão e de Defesa do Consumidor à Prefeitura de Uberlândia e ao Dmae, o MPMG solicitou um relatório sobre o rompimento da adutora da estação Sucupira no último sábado para que sejam realizadas as investigações.
Além disso, o MP recomendou ao Município e à autarquia que seja apresentado um Projeto de Lei (PL) na Câmara sobre medidas preventivas para evitar uma crise hídrica na cidade, especialmente considerando as fortes variações climáticas. Também foi recomendado que não seja cobrado o fornecimento de água em caminhões-pipas e outras eventuais medidas alternativas que dão continuidade à prestação de serviços do Dmae.
O Município e a autarquia informaram que receberam o documento. Sobre o dano na adutora, o Dmae afirmou que causado por terceiros e que o órgão está tentando identificar os responsáveis. Já sobre o projeto de lei, disse que está em processo de elaboração.
Ainda sobre a cobrança do fornecimento de caminhões-pipa, o Dmae informou que faz parte do cumprimento da legislação, mas que essa recomendação do MP dá um suporte legal para deixar de cobrar pelo serviço.
