Após reunião entre governadores e Ministério da Saúde na terça-feira (8), Romeu Zema (Novo), afirmou que Minas Gerais seguirá o plano de vacinação do Governo Federal contra a Covid-19 e que o estado já está preparado. "Só falta a vacina chegar".. E durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (9) para falar sobre a forte chuva que caiu em Uberlândia, o prefeito Odelmo Leão (PP) falou sobre a aquisição de vacinas e os preparativos para a vacinação na cidade.
De acordo com o prefeito, a Prefeitura mantém contato com um laboratório chinês e o Instituto Butantan, responsável pela produção e distribuição do produto no Brasil desde outubro. Além disso, afirmou que também está em contato com uma empresa farmacêutica brasileira que representa o laboratório responsável pela vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia.
"A primeira ação concreta foi em 1º de outubro quando entramos em contato com o laboratório que produz a vacina na China. Ontem, voltei a fazer contato e hoje recebi e-mail informando que enviarão um protocolo para a Prefeitura, para que depois de examiná-los possamos assiná-los e quando a vacina estiver autorizada pela Anvisa possamos fazer a vacinação", disse Leão.
Segundo o boletim municipal diário desta quarta-feira, a cidade tem 720 mortes causadas pela Covid-19 e mais de 39 mil casos confirmados.
Preparação
De acordo com Leão, o Município já iniciou a preparação de logística e da equipe de vacinação. Ele disse também que espera que o Governo Federal desenvolva um plano nacional de vacinação, independente da vacina aprovada.
"Devemos dar prioridade aos idosos, pessoas acamadas e profissionais da saúde. Em um primeiro momento, a intenção é adquirir 400 mil doses dessa vacina, que precisa de uma segunda dose alguns dias após a primeira aplicação", afirmou o prefeito.
Ainda conforme o chefe do Executivo, ainda não é possível saber o valor do investimento necessário, pois o preço das vacinas ainda não foi definido.
"O que posso garantir é que não ficaremos pensando muito no valor, pois é para o bem do povo. Não vou politizar a vacina, temos que pensar nas pessoas e resolver essa situação", concluiu.
Na ocasião, Odelmo não comentou questões relacionadas aos insumos necessários para a vacinação. Estados, municípios e fabricantes tem demonstrados preocupação com disponibilidade de produtos como seringas, freezer e algodão.
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