Você sabe identificar quando está realmente perdendo cabelo?
Nem sempre a queda é percebida pelos fios que ficam no travesseiro, na roupa ou no ralo do banheiro. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem de outras formas e passam despercebidos.
Sabe quando você vai tomar banho de piscina e, com o cabelo molhado, percebe o couro cabeludo aparecendo de forma muito mais evidente do que antes? Ou quando você, mulher, vai prender o cabelo e percebe que aquele rabo de cavalo já não tem o mesmo volume de alguns meses atrás?
Essas mudanças podem ser sinais de redução da densidade dos cabelos e merecem atenção.
Todos nós perdemos fios diariamente como parte natural do ciclo capilar. O problema está quando percebemos uma mudança persistente nesse padrão.
Entradas ficando mais evidentes, aumento da região da coroa, fios cada vez mais finos ou o couro cabeludo ficando progressivamente mais aparente podem indicar um processo de miniaturização dos fios, como acontece na alopecia androgenética.
Também existem situações em que a queda aparece de maneira mais intensa e relativamente rápida. É o caso do eflúvio telógeno, que pode surgir após perda rápida de peso, dietas restritivas, doenças, cirurgias, estresse intenso ou alterações nutricionais.
Além da queda, alterações no próprio couro cabeludo também merecem atenção. Coceira persistente, descamação intensa, vermelhidão, dor, feridas ou surgimento de falhas não devem ser ignorados.
Por isso, não é apenas a quantidade de fios encontrados no banho que determina se existe um problema. É importante observar há quanto tempo a queda acontece, se houve mudança na densidade dos cabelos, como estão os fios e se existem alterações no couro cabeludo.
A avaliação capilar, associada à tricoscopia e, quando necessário, à investigação laboratorial, pode ajudar a identificar a origem do problema e diferenciar uma queda temporária de condições que precisam de acompanhamento.
Nem toda queda de cabelo significa calvície. Mas toda queda persistente ou acompanhada de alterações deve ser investigada.
Quanto mais cedo entendermos a causa, maiores são as possibilidades de conduzir o problema de forma adequada.
Nathanael Silva — Enfermeiro Especialista em Saúde e Estética Capilar
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