Do Outubro Rosa à cultura emocional das empresas.
Outubro chega e, com ele, o rosa invade murais, campanhas e reuniões.
Durante um mês inteiro, todo mundo fala de prevenção, autocuidado e empatia.
Mas, quando o mês termina, o que sobra desse discurso?
Cuidar não é só lembrar de fazer o exame.
É construir espaços onde o corpo e a mente possam respirar.
Onde o “como você está?” seja pergunta de verdade e não protocolo de RH.
As empresas adoram falar sobre saúde, mas muitas ainda não entenderam que saúde também é ambiente.
É clima, é vínculo, é o direito de existir sem precisar provar força o tempo todo.
Campanha nenhuma dá conta sozinha se a cultura não sustenta o cuidado o ano inteiro.
E é justamente nesse ponto que a NR-1 começa a mudar o jogo, ainda de forma discreta, mas profunda.
Ela reconhece que segurança não é só EPI, é também o que não se vê: o risco psicossocial.
O cansaço invisível, a falta de pertencimento, a exaustão de quem segura tudo calada.
Falar de prevenção, hoje, é falar de coerência.
De políticas que cuidam de verdade.
De líderes que olham antes que o corpo grite.
O Outubro Rosa passa.
Mas o cuidado, esse precisa ficar.
Thaize Amparado — Psicóloga Organizacional | CRP 04/61853
Especialista em Programas de Conformidade Emocional
@psicothaizeamparado
Ana Carolina Aguiar — Especialista em RH e Cultura Organizaciona
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