As ambulâncias que atuam no sistema são compostas por bombeiros, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de contar com o apoio de uma regulação médica própria para avaliação dos pedidos de socorro que chegam pelo número 193.
Todo o atendimento acontece em parceria com o Corpo de Bombeiros, pois os militares continuam recebendo os chamados pelo 193. Ao observarem a necessidade de atendimento médico, direcionam os chamados para a regulação médica, que fica na base do Siate instalada na 9ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), no bairro Jardim Patrícia. Esta equipe, se identificar a necessidade de um resgate, enviará uma ambulância ou UTI Móvel com os profissionais necessários para o atendimento.
De janeiro a julho, foram registradas 20.624 chamadas na central, sendo 14.852 de atendimento pré-hospitalar. Destas ocorrências, 2.714 foram resolvidas pela equipe médica por telefone. Ou seja, a própria regulação médica solucionou o atendimento, sem a necessidade de enviar uma viatura ao local.
Com a presença de uma viatura, foram 8.799 ocorrências atendidas, sendo 5.527 de atendimentos clínicos, um aumento de 28% em comparação com o mesmo período de 2019, quando não havia o Siate.
Polêmica com Samu
O Siate foi inaugurado após Uberlândia se negar a receber o Samu Triângulo Norte que funciona de maneira muito parecida do Siate. Na época a prefeitura alegou que não ia receber o Samu, pois não tinha condições de atender moradores de outra cidade nas Unidades Básicas de Saúde do município e por isso contaria com um sistema de urgência e emergência próprio.
Em contrapartida, o Samu disse que mesmo que Uberlândia aderisse ao Samu não iria ter aumento de pacientes nas UAIs e que o serviço teria valor de custo mensal inferior ao Siate.
Por conta do impasse, Uberlândia foi a única cidade do Triângulo Norte que não conta com o Samu.
