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Síndrome de Eagle - CEDDRO Radiologia e Tomografia Digital

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Síndrome de Eagle

  • O processo estiloide corresponde a um prolongamento ósseo fino e cilíndrico, que se localiza na porção inferior do osso temporal. 

  • Seu comprimento, normalmente, varia de 15,2mm a 30mm.

 

  • A Síndrome de Eagle corresponde a uma anomalia na qual o processo estiloide se mostra excessivamente alongado e pontiagudo, podendo atingir cerca de 47,7mm.

  • Acomete homens e mulheres igualmente, sendo mais comumente detectada por volta dos 50 anos.

  • A etiologia do alongamento do processo estiloide é incerta, mas destacam-se as seguintes hipóteses:   

  • Origem congênita

  • Calcificação parcial ou total do ligamento estilo-hioideo;

  • Hiperplasia reativa, ou seja, ossificação decorrente de fatores estimuladores como, por exemplo, traumas;

  • Apenas 4 a 10% dos pacientes são sintomáticos, incluindo sintomas como dor faringiana recorrente, odontalgia, cefaleia, dor cervical, dor na língua e, em casos mais graves, pode incluir perturbação visual, tontura e síncope.

  • O diagnóstico da Síndrome de Eagle depende da associação entre exame clínico e radiográfico. 

  • Com base nisso, durante o exame clínico, é necessário que o cirurgião dentista realize a palpação da fossa tonsilar com o dedo indicador, enquanto o paciente permanece com a boca semiaberta. Geralmente, o paciente com Síndrome de Eagle costuma relatar dor durante a palpação. 

 

Palpação para diagnóstico da Síndrome de Eagle

  • As radiografias oferecem importante suporte ao se tratar de casos assintomáticos, pois, por meio destas, é possível medir o comprimento do processo estiloide. Para tanto, podem ser utilizadas radiografias panorâmicas e tomografias computadorizadas. 

 

Radiografia panorâmica

 

   Tomografia – corte coronal              Tomografia – corte axial    

     

O diagnóstico diferencial envolve nevralgia do trigêmeo e do glossofaríngeo, bem como disfunção da ATM (Articulação Temporomandibular), tumores da base da língua e hipófise, amigdalite, faringite crônica e alterações degenerativas da coluna cervical.

  • A Síndrome de Eagle pode ser tratada apenas farmacologicamente, apenas cirurgicamente ou por meio da associação de ambas as condutas. 

Fonte

CEDDRO Radiologia e Tomografia Digital
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