Alexandre Silveira, de Minas e Energia, comentou em entrevista a queda nos preços da Petrobras. Fiscalização nos postos, para garantir a redução para o consumidor, será feita pela ANP.
"Os postos de gasolina serão fiscalizados pela ANP, nós teremos a mão firme do governo para que o preço chegue na bomba", afirmou o ministro em entrevista ao programa A Voz do Brasil.
"Nós não vamos transigir, aquele que porventura tentar capturar essa conquista dos brasileiros, que são combustíveis mais baratos, serão punidos com rigor da lei", completou.
O ministro disse já ter feito reuniões com a ANP para tratar do tema. "Mais do que acompanhar, eu já fiz reuniões com a nossa ANP, a nossa agência Nacional de Petróleo. Nós temos a obrigação de como reguladores do setor de petróleo e gás de a gente acompanhar todos os elos da cadeia."
Na terça-feira (16), a Petrobras a anunciou redução de 21,3% no gás de cozinha, 12,6% na gasolina e 12,8% no diesel. Também anunciou o fim da política de paridade de importação (PPI).
Silveira afirmou que a atuação do governo por meio da ANP é necessária, porque o "brasileiro tem que ser beneficiado por esse esforço do presidente Lula de impulsionar e criar uma política nacional de preço de combustíveis justa com o povo".
O ministro voltou a criticar o PPI e a defender que a Petrobras cumpra um papel social, como empresa pública, praticando preços mais atrativos para o consumidor brasileiro.
"A Petrobras tinha política de preço criminosa (...) política que visava exclusivamente lucro dos acionistas, nada contra o lucro, empresa tem que continuar sendo atrativa pra investimento, mas ela tem que cumprir seu papel social", defendeu.
Juros
O ministro também engrossou o coro do governo contra o nível atual da Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 13,75% ao ano. Ele disse que espera que a redução do preço dos combustíveis tenha impacto na inflação e sensibilize o Banco Central a reduzir a taxa de juros.
"Essa baixa dos combustíveis agora, esse esforço nosso é mais uma demonstração da seriedade do nosso governo e do nosso compromisso social com todas as brasileiras e brasileiros. Portanto, nós esperamos que esses impactos também reflitam na economia diretamente para que possamos ter na próxima reunião do Copom uma resposta do Banco Central [de] diminuição de taxa de juros", afirmou.
A decisão sobre a taxa básica de juros cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, formado pelos diretores e pelo presidente do BC. A próxima reunião é em meados de junho.
Silveira disse que a redução na Selic ajudará o país a atrair investimentos para o setor produtivo. "Nós temos uma das maiores taxas de juros do mundo, fazendo com que o investidor, tanto nacional quanto investidor internacional, prefira o sistema especulativo do que o sistema produtivo."
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