Permanência de Vanderlei Pelizer em território israelense foi confirmada pela assessoria do político em nota. O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo israelense fez proposta de evacuação para quem permaneceu no país e que atua para possibilitar novas operações de retorno dos brasileiros.
O vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer Pereira (PL), decidiu não deixar Israel junto com a comitiva de 12 políticos brasileiros pela fronteira com a Jordânia, nesta segunda-feira (16). A decisão de permanecer no país do Oriente Médio foi comunicada através de nota enviada pela assessoria de imprensa do político.
De acordo com Pelizer, ele segue a recomendação direta das autoridades israelenses que orientaram a permanência em Kfar Saba. O vice-prefeito afirmou que o deslocamento por terra foi avaliado e envolvia riscos elevados e não tinha garantia de abrigo ou segurança adequada durante o trajeto.
Assim, optou por confiar nas autoridades israelenses e que segundo, têm assegurado a integridade da comitiva.
“O mesmo país que me trouxe com honra saberá o momento certo de me levar de volta em segurança”, afirmou o vice-prefeito.Na nota, Pelizer também afirmou que está bem e abrigado com outras lideranças cidadãos que seguiram a orientação oficial de permanência. Por fim, ele afirmou que seguirá atento às próximas recomendações oficiais para definir o retorno ao Brasil.
O que disse o Itamaraty
Também em nota, o Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira (16) a retirada do grupo de 12 autoridades brasileiras do território de Israel através da fronteira com a Jordânia. Segundo o Itamaraty, a operação ocorreu devido à relação entre o ministro Mauro Vieira e ministério jordaniano
O governo israelense apresentou proposta similar de evacuação por terra até a Jordânia nos próximos dias, para que, conforme a disponibilidade, os brasileiros que permaneceram embarquem em voos comerciais jordanianos de retorno ao Brasil. Veja a nota na íntegra abaixo.
"O governo brasileiro acompanha com atenção a situação de seus nacionais que se encontram em Israel, incluídos, além de binacionais e turistas, autoridades integrantes de duas comitivas que cumpriam missão oficial àquele país, a convite do governo israelense.
A Embaixada do Brasil em Israel mantém, desde outubro de 2023, alerta consular que desaconselha toda viagem não essencial àquele país e recomenda, desde então, que os brasileiros e brasileiras que se encontravam em Israel considerassem deixar o país. Naquele mês, um total de 1.413 brasileiros foi evacuado de Israel em aeronaves da Força Aérea Brasileira.
Em junho corrente, duas comitivas de autoridades brasileiras viajaram a Israel a convite do governo israelense, a despeito do alerta consular da Embaixada do Brasil em Tel Aviv. Com o início dos ataques de Israel ao Irã e o consequente fechamento do espaço aéreo israelense, os dois grupos de autoridades convidadas aguardam informações e providências com relação a seu retorno ao Brasil.
Nesta segunda-feira, 16/6, foi realizada a retirada, por via terrestre em direção à Jordânia, de um primeiro grupo de doze autoridades federativas, incluídos dois prefeitos de capitais, que seguem rumo à Arábia Saudita, de onde contrataram voo particular para retorno ao Brasil. A operação foi viabilizada a partir de estreita coordenação mantida pessoalmente pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, junto a seu homólogo jordaniano ao longo do fim de semana. As Embaixadas do Brasil em Amã, em Tel Aviv e em Riade tem prestado apoio ao grupo.
Nesta segunda-feira, 16/6, foi realizada a retirada, por via terrestre em direção à Jordânia, de um primeiro grupo de doze autoridades federativas, incluídos dois prefeitos de capitais, que seguem rumo à Arábia Saudita, de onde contrataram voo particular para retorno ao Brasil. A operação foi viabilizada a partir de estreita coordenação mantida pessoalmente pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, junto a seu homólogo jordaniano ao longo do fim de semana. As Embaixadas do Brasil em Amã, em Tel Aviv e em Riade tem prestado apoio ao gru
Às demais 27 autoridades convidadas que permanecem em Israel, o governo israelense apresentou proposta similar de evacuação por terra até a Jordânia nos próximos dias, para que, conforme a disponibilidade, embarquem em voos comerciais jordanianos de retorno ao Brasil. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv permanece em coordenação com as autoridades israelenses para possibilitar novas operações de retorno dos brasileiros.
Ainda nesta segunda-feira, a Embaixada do Brasil em Tel Aviv tomou conhecimento de tentativas de golpes de parte de criminosos que, por mensagens de aplicativo, estariam oferecendo lugares em voos para deixar Israel. Recorda-se que o espaço aéreo israelense segue fechado, sem previsão de reabertura.
A Embaixada do Brasil em Tel Aviv insta todos os brasileiros e brasileiras em Israel a seguirem estritamente as recomendações do “Home Front Command” israelense e a permanecerem sempre nas proximidades de abrigo fortificado (“bunker” ou equivalente), para onde devem se dirigir imediatamente ao ouvir sirenes ou outros alertas. Recomenda-se a todos os brasileiros e brasileiras em Israel acompanharem com atenção a página da Embaixada do Brasil em Tel Aviv, em especial a seção de “Alerta Consular”, que será atualizada em caso de novos desdobramentos."
Momentos de tensão em Israel
Após viver momentos de tensão durante missão na cidade de Kfar Saba, Pelizer se abrigou em um bunker do hotel onde está hospedado devido à ameaça de novo ataque do Irã.
O político está no Oriente Médio desde o dia 8 de junho e segue protocolos de segurança desde que Israel lançou uma ofensiva militar contra o Irã. A partir de então, israelenses e turistas estão recebendo alertas para procurar abrigos.
“Estamos de volta ao bunker. Nós recebemos há cerca de 15 minutos o primeiro alarme que indica para que fiquemos próximos ao bunker. Em seguida, veio outro alarme que indicava para entrarmos no bunker. Hoje, provavelmente, ficaremos muito tempo aqui porque as autoridades israelenses estão prevendo que 250 a 300 mísseis sejam lançados pelo Irã", relatou Pelizer na sexta (13).
No sábado (14), o grupo foi informado que a embaixada brasileira traçaria uma rota para retirá-los de Israel. Mas ele manifestou insegurança em fazer a evacuação terrestre sem a garantia de que seja realmente seguro.
"Eles estão pensando em alguma estratégia para nos retirar daqui, porém o espaço marítimo e aéreo estão fechados. Via terrestre poderíamos ir para a Jordânia, Egito, caso haja uma garantia do governo de Israel de estrita segurança. Caso isso não ocorra, eu não irei fazer esse trajeto", afirmou o vice-prefeito.Nas redes sociais, ele descreveu o susto ao ser acordado por gritos e precisar se abrigar em um bunker durante um toque de recolher. Assista ao vídeo acima.
O toque de recolher ocorreu após ataques israelenses contra o Irã. Devido a ameaças de retaliação, alarmes e sirenes soaram para que a população e visitantes se abrigassem. Pelizer esclareceu que gravou o vídeo descendo para o bunker após o segundo alarme soar.
Segundo Pelizer, o episódio ocorreu por volta das 3h30, quando foi despertado por gritos no hotel onde está hospedado. Ainda atordoado, ele abriu a porta do quarto e só então compreendeu a gravidade da situação.
"Acordei com gritos de 'desce, desce', ainda meio tonto e um pouco assustado pelo barulho vindo do corredor, onde estão localizados os apartamentos e, sem entender nada, me levantei rapidamente e abri a porta do quarto. Aqui em Israel é "comum" receber alarmes nos celulares e também ouvir sirenes quando é detectado um ataque aéreo. Ocorre que eu estava dormindo, meu celular estava em modo silencioso o que impediu de receber o alarme da central de emergência", relatou.O político ainda contou que, durante a situação de emergência, foi acordado graças aos gritos de uma colega da comitiva de prefeitos e vice-prefeitos brasileiros, que, em estado de desespero, alertava os demais sobre o risco iminente de explosão. “Minha sorte foi que ouvi os gritos da colega, agradeci muito a ela".
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