Funcionários dos Correios do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas aderiram à greve nacional que teve início na noite desta segunda-feira (17). Conforme a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), não há prazo para o fim da paralisação na estatal.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares (Sintect-URA), que atua em 156 cidades do Triângulo, Alto Paranaíba, Noroeste de Minas, além de parte do Norte e do Sul de Minas, ainda não é possível calcular quantos servidores e quantas cidades das regiões estão paralisados.
De acordo com o Sintect-URA, a paralisação dos servidores não apresentou manifestações e aglomerações em portas de agências nas regiões. A entidade informou que está buscando respeitar o distanciamento social e as recomendações de saúde, inclusive de não realizar aglomerações. Por isso, o Sindicato está se reunindo com os grevistas, prestando esclarecimentos e orientações, e dispersando.
Ainda segundo o Sintect-URA, a paralisação é para exigir o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2021. Segundo a Fentect, esse acordo foi revogado este mês.
De acordo com texto publicado no site da federação, "Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras."
Em nota, o Correio informou que que não pretende suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.
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