O primeiro caso foi confirmado na última terça-feira (17) e trata-se de um advogado de 39 anos com histórico de viagens pela Argentina e Uruguai. Em nota enviada à imprensa nesta noite sobre o suposto novo caso, o Município disse que na verdade a paciente diagnosticada reside em São Paulo, mas apresentou, no momento do exame laboratorial na capital paulista, o endereço de Uberlândia, onde tem familiares. Por este motivo, a Vigilância Epidemiológica do estado de São Paulo notificou equivocadamente os profissionais de saúde de Minas Gerais.
A Prefeitura reforçou ainda que, após investigação, constatou-se que a paciente não esteve em Uberlândia neste ano. "A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais se comprometeu a fazer a correção do Boletim Epidemiológico até sexta-feira (20)", informou em trecho da nota.
A reportagem procurou a secretaria de Estado que informou que os dados são computados conforme município de residência do indivíduo. "Sendo assim, se a pessoa apresentou documentos com o endereço de Uberlândia, o caso será computado no município", explicou.
O Diário então questionou o critério adotado em casos onde o paciente sequer tenha passado pela cidade, conforme informado pelo Município de Uberlândia. A assessoria disse que repassou o questionamento para a área técnica e que retornará quando tiver as informações.
Uberlândia está atrás somente de Belo Horizonte (870), Contagem (133) e Ipatinga (83) na quantidade de números de casos suspeitos. Ainda segundo o boletim, a cidade registrou 78 notificações, mas sete já foram descartadas para a enfermidade.
Em todo o estado, são 2.140 casos em investigação e 29 confirmados para o coronavírus. Na região do Triângulo Mineiro, o número de notificações suspeitas também aumentou. Em Uberaba são 17 casos, oito em Araguari, sete em Patos de Minas e três em Araxá.
